sexta-feira, 5 de junho de 2009

O Jardineiro e a Flor. (À “Pica-flor” de Gregório de Matos)


O tudo no meu mundo mudou,
Toquei em uma flor.
Infinita? É a intensidade que de ti gozarei.
Abre-se desliza engrandece desprende-se à haste.

E neste frenesi farto sorri.
Perfeição? Digo-lhe que sim,
Pois incansável auspicioso lascivo foi o que vira.
Primoroso? Ah sim... o odor, a sumptuosidade ao beijar a flor.

Ao criador do amor e da flor contesto-lhe,
Pelas minúcias arraigadas, por calar-se.
Pego-lhe, apego-me, cuspo-lhe, rape me.
O Amor é água, a flor em mim é fogo.

E neste vai-e-vem cubro-lhe com uma onda,
Queimo-me com o fogo.
O amor di-la-ei infinitamente não,
A flor hoje sim mas amanhã...

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