quarta-feira, 1 de julho de 2009

Lágrimas.


Lágrimas sofridas


Lágrimas, lágrimas e mais lágrimas.
Por que elas não cansam?
Dor, raiva, rancor.
Mas o que o amor esta fazendo no meio dessa confusão?
Decepção, ilusão, tristeza.
Lá vem o amor de novo...
Ódio, desprezo, infelicidade.
Mas porque esse amor insiste em aparecer?
E lá vêm as lágrimas mais uma vez...
Sentimento de perda com uma vontade de vingança,
Por que não fazer o mesmo a quem me fez isso?
Ah! eu já falei das lágrimas...
Elas sempre se escondem quando estou perto de ti,
Deixando o silêncio e o desejo tomar conta de mim.
Quando estou longe elas não param de sair,
Fico cansada, mas as palavras não,
Elas querem machucar, ferir.
Será que conseguem?
Talvez por isso eu tropece.
E no fundo no fundo o desejo pelo amanhã,
Continua...

(Carneiro)

Lágrimas não sofridas


Destas lágrimas balsâmicas
Diversas vezes vi-as saírem com tanto brio
Reluzindo ainda mais a pureza deste rosto
Formando um Mar interior

E no encontro das águas, ou melhor, das lágrimas
Lágrimas minhas e sua, houve momentos de vastidão
Lágrimas não sofridas
Cuja alegria resultou neste Mar exterior

Este Mar esvaiu, rangeu e assim secou
Formando uma grande cólera
Agora contamos com o tempo
Pois a chuva virá a jorrar neste amar


(Crysostomo)




2 comentários:

  1. "A poesia tem comunicação secreta com o sofrimento do homem." (Pablo Picasso)

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